The Nao of Brown – Glyn Dillon

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Nao Brown é uma mestiça, de pai japonês e mãe inglesa. Enquanto tenta se firmar como ilustradora e designer, ela trabalha na loja de um amigo de infância,  que vende brinquedos de vinil (toy art) para jovens e adultos. Os outros a veem como uma pessoa exótica e atraente, mas poucos sabem o que se passa realmente em sua cabeça: Nao sofre de TOC e é constantemente “atacada” por pensamentos obsessivos e violentos. Entre meditação, planos homicidas e busca profissional, Nao também procura o amor – o que por si só já é algo complicado.
Além de uma história sutil e envolvente, as ilustrações são maravilhosas! Confesso que comprei mais pelo visual, mas me apaixonei pela história! (Para quem se interessar, aqui tem um preview das primeiras páginas de “The Nao of Brown”).

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The Nao of Brown
Escrito e ilustrado por Glyn Dillon
Publicado pela editora Self Made Hero
Acabamento: capa dura
Tamanho: 190×260
Páginas: 208

Impressões pessoais

Uma vez, um escritor me disse (agora não lembro quem foi) que uma boa história é aquela que não acaba quando a gente fecha o livro. Para mim, este foi o caso de “The Nao of Brown”: li há mais de um mês, mas vira e mexe eu me pego pensando nos personagens e em certas passagens da história.
Acho que isso aconteceu principalmente pelas diversas coincidências deste livro com a minha vida e o fato de eu ter me identificado muito com a protagonista. Vou listar algumas (para quem estiver curioso e também para entenderem melhor o meu fascínio por essa graphic novel).

- Eu tinha comprado o livro faz tempo, por recomendação de um amigo. Como este livro não foi publicado no Brasil, comprei no book depository (que estava com o preço mais em conta do que a Amazon, além de não cobrar frete) e acabei esquecendo (demorou mais de um mês para chegar). O livro chegou exatamente no dia em que eu estava escrevendo um conto sobre um homem com TOC. Sincronicidade total! ;)

- Fiquei impressionada com a sutileza do autor, que captou muito bem a essência e a inconstância feminina e a vida de uma descendente nipônica em terras ocidentais. Sei como é isso de algumas pessoas se aproximarem por conta dos olhos puxados (como se fóssemos animais exóticos), mas sequer tentam compreender o que se passa por trás deles.

- Entendo bem como é ser assombrada por pensamentos obsessivos e indesejados (embora os meus não sejam tão violentos, apenas muito intrometidos e incontroláveis). Aliás, o autor escolheu bem a ascendência da personagem, pois muitos nipônicos sofrem de TOC. Acho interessante como os japoneses se prendem a ritos e costumes que lembram bastante o comportamento de pessoas com TOC (a cerimônia do chá, por exemplo). Mas essa é a minha opinião leiga, gostaria de um dia me aprofundar mais neste assunto.

- Assim como a Nao, eu também me apaixonei por uma pessoa que se parece fisicamente com um dos meus personagens preferidos (acho que o meu namorado se parece com o Destruição, de Sandman. Mas diferente do Destruição, o Antonio desenha bem).

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